Beleza

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27 de novembro de 2013 • 08h05 • atualizado às 09h54

"Aos 53 tudo começa a afrouxar", diz Dr. Rey em inauguração

O médico inaugurou sua clínica de estética em Moema, bairro da capital paulista, na noite de terça-feira (26)

  • Danielle Barg
    Direto de São Paulo
 

Dr. Rey tem seu nome diretamente associado à beleza: com 24 anos de carreira na área de cirurgia plástica e tendo operado mais de 33 mil mulheres, ele afirma, com exatidão, que nunca conheceu uma mulher 100% feliz com o espelho. “E olha que já despi as mulheres mais lindas do mundo”, afirma. “Só essa semana fiz Miss Panamá, uma assistente do Clinton, a diretora do Starbucks. Este é o nível do paciente que eu opero e nenhuma tem autoestima”, afirma.

Isto não quer dizer que ele seja uma sumidade no assunto. “Sofri muito com autoestima baixa”, contou, acrescentando que somente depois de 40 anos passou a gostar mais da própria imagem. Entretanto, ele não se acomoda com ela. “Duas vezes por ano aperto meu papo. Aos 53 tudo começa a afrouxar”, afirma, com a mão esticada embaixo do próprio queixo.

As declarações sobre a própria experiência e sobre a atuação no Brasil aconteceram na noite da última terça-feira (26), quando o médico inaugurou uma clínica de estética no bairro de Moema, na capital paulista. 

Segundo ele, o objetivo principal do negócio é democratizar a beleza brasileira e por isso ressaltou, por várias vezes, que o cardápio de opções oferecido no local custa a partir de R$ 59,90. “Já fiz minha fortuna nos Estados Unidos. Eu poderia encostar minhas bolas lá em Beverlly Hills, mas estou obcecado pelo Brasil”, disse.

Ele explica que o Brasil já se tornou um referencial de beleza para o mundo. “Quando eu comecei na cirurgia, eles traziam fotos da Angelina Jolie e do Brad Pitt. O que eles trazem hoje? A foto da Ambrosia (pronuncia o sobrenome da brasileira Alessandra Ambrosio no feminino, resquício do forte sotaque americano que é uma de suas características mais marcantes), Adriana Lima, Gisele [Bündchen].”

Foto: Bruno Santos / Terra

Entre os tratamentos disponíveis no local, estão opções como a fotodepilação, feita por meio de luz intensa pulsada, que mina o bulbo do pelo; a lipocavitação, que serve para quebrar as células de gordura; a endermologia, para amenizar a celulite; além dos já mais conhecidos peeling de cristal e de diamante, limpeza de pele e radiofrequência para combater a flacidez.

O diferencial da clínica, segundo Fabiana Barrese Duarte, diretora de operações e sócia de Rey, é que os tratamentos são personalizados: usam linha de cosmético própria e são reforçados por terapia manual.  

De acordo com Rey, o mesmo aparelho que ele usará aqui no Brasil para combater a acne, com valores a partir de R$ 59,90 – variando o preço de acordo com a pele da paciente – tem tratamentos similares nos Estados Unidos no valor de US$ 500 (algo em torno de R$ 1.150). “Eu paguei meu dízimo, eu nunca mais tenho que trabalhar. Faço porque amo a brasileira”, afirma.

Métodos não-invasivos
Com a necessidade da regularização dos diplomas de médicos que vêm do exterior para atuar no Brasil, Rey preferiu não investir no segmento cirúrgico e seu novo empreendimento tem apenas métodos não-invasivos. “Tenho muito respeito pelo médico brasileiro, mas estamos na era da comunicação e mesmo assim é proibido divulgar as opções que temos [em cirurgia plástica]. Se eu entrar no Brasil como médico, perco minha independência”, afirma, mostrando o anel que indica a formação na Universidade de Harvard.

Ele explica que com estes métodos consegue resultados efetivos sem usar o bisturi para corrigir imperfeições “do crânio até o pezinho”, passando por estrias, celulites e pelo enrijecimento de músculos que, na mulher, caem cedo, como o famoso "tchau-tchau". 

Sacrifício em nome do espelho
Quando questionado sobre a obsessão pela magreza que vem aumentando entre as brasileiras, Rey afirma que, historicamente, uma mulher mais magra é mais saudável. “É uma massa corporal de 18 a 22 que vai te ajudar a combater câncer, diabetes e hipertensão. A mulher sempre foi magra, agora com o envenenamento norte-americano estamos engordando. E isso não só destrói a autoestima dela, mas vai matá-la também”, observa.

Ele mesmo se priva de certas coisas em nome da saúde e do bem-estar com o espelho. “O último bolo que eu comi foi em 1986. O ultimo pastel foi em 1974. Mas eu posso lutar com um jovem e dar uma surra nele, com 53”, gaba-se.

Intimidade com o doutor
Apesar de flertar com todas as mulheres que cruzam o seu caminho – “meu pai tinha fraqueza com as belas, meu filhinho paquera mulheres mais velhas; é genético” – Rey afirma com precisão que  “nenhuma brasileira pode dizer que dormiu com o Dr. Rey”.  

Ainda assim, ele explica que há confusão. “Na medicina, a paciente age com transferência, é uma situação psicológica. Porque é tão íntimo...de vez em quando o meu braço inteirinho está dentro dela. O que eu faço com ela é muito mais íntimo do que o que o que ela faz com o marido dela. Eu tenho o 'bumbunzinho' dela na minha cara. Então o que acontece nessa situação é que ela acaba amando você. Então você sabe disso, você explica pra ela, e a lei americana não deixa nenhuma dúvida: só pode sair se for casar com ela”, finaliza. 

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