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24 de abril de 2012 • 08h43

Chulé: saiba como ficar livre em 10 dicas

As chances de se ter odores desagradáveis nos pés provêm dos hábitos das pessoas
Foto: Getty Images
 

Bromidrose. O termo pode soar estranho, mas torna-se rapidamente conhecido se o seu nome popular for adotado: chulé. Dentre as principais causas para a ocorrência do problema estão a má higiene,a proliferação de fungos e bactérias, o suor excessivo na planta dos pés, a obesidade e as alterações de tireoide, entre outros.

As chances de se ter odores desagradáveis nos pés provêm dos hábitos, como não secar bem a região (também entre os dedos) após o banho, permanecer em locais muito úmidos, além de excesso de sudorese nos pés associados ao uso de calçados fechados.

"De modo geral o cuidado pessoal com a higiene é que faz a diferença. O suor produzido pelas glândulas apócrinas é que causa mau cheiro, que ocorre quando as bactérias naturalmente presentes na pele entram em contato com as proteínas e gorduras que fazem parte da composição desse suor, provocando um odor desagradável. Por isso, a higienização é tão importante", afirma a dermatologista Paula Cabral, da Clínica Hagla.

Quanto mais usar sapatos fechados, maior a possibilidade de o chulé aparecer. Por isso livre-se de calçados de plástico e couro. Dê preferência aos mais ventilados e antifúngicos. Os calçados podem ser pulverizados para evitar a proliferação dos fungos.

De acordo com a dermatologista Leila Bloch, da Clínica Bloch, o chulé pode aparecer em ambos os sexos, porém os homens têm mais chances de apresentá-lo em virtude do excesso de transpiração e uso de sapatos fechados por mais tempo.

Cuidados básicos e de higiene ajudam a resolver o problema. Porém, em casos mais severos, com ocorrência de hiperidrose plantar, ou seja suor excessivo nos pés, Leila Bloch sugere a aplicação de toxina botulínica, o que diminui do odor desagradável. A seguir veja 10 dicas dadas por dermatologistas para evitar o chulé.

Excesso de peso: emagrecer ajuda a resolver o problema. A obesidade pode intensificar o mau cheiro, já que funciona como isolante térmico, por isso o obeso transpira mais.

Meias: trocar as meias no meio do expediente ajuda. Evite as de náilon. Atualmente, existem modelos com tecidos antibacterianos que ajudam a evitar o chulé. Há no mercado meias sociais de algodão, um pouco mais finas, que amenizam a proliferação de fungos. Há ainda as com tecnologia bacteriostática, que inibe a infestação de bactérias, consequentemente diminuindo o odor desagradável.

Secador: depois do banho, seque bem entre as dobrinhas dos dedos. Como provavelmente a toalha estará um pouco úmida, use um secador para ajudar nesta tarefa.

Cortar as unhas: não se esqueça de deixar as unhas sempre bem aparadas e limpe sempre na parte de baixo delas.

Calçados: evite usar o mesmo sapato duas vezes seguidas e não esqueça de mantê-lo limpo. Calçados de plástico intensificam o chulé, já que o pé sua, mas não respira.

Limpeza: limpe os sapatos com lisofórmio e deixe-os em local arejado e também exposto ao sol por alguns minutos.

Sabonete: após limpeza com sabonete antisséptico, aplique álcool (desde que não haja fissuras ou machucados nos pés) entre os dedos e seque bem.

Pés: o principal hábito é o de lavar os pés com escovinha e pedra pomes para retirar o excesso de pele morta. Depois seque e use talcos antissépticos.

Sprays: uso de pós antissépticos, sprays e talco ajudam a amenizar o problema. Escolha produtos com ação bacteriostática e antiperspirante.

Umidade: evite ficar descalço quando estiver em lugares úmidos e com grande circulação de pessoas, como piscinas, praia, banheiros de academias, clubes e hotéis.

Fontes consultadas: Dermatologistas Daniela Taniguchi; Leila Bloch, da Clínica Bloch; e Paula Cabral, da Clínica Hagla.

Télam