Chulé: saiba como ficar livre em 10 dicas

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Bromidrose. O termo pode soar estranho, mas torna-se rapidamente conhecido se o seu nome popular for adotado: chulé. Dentre as principais causas para a ocorrência do problema estão a má higiene,a proliferação de fungos e bactérias, o suor excessivo na planta dos pés, a obesidade e as alterações de tireoide, entre outros.

As chances de se ter odores desagradáveis nos pés provêm dos hábitos, como não secar bem a região (também entre os dedos) após o banho, permanecer em locais muito úmidos, além de excesso de sudorese nos pés associados ao uso de calçados fechados.

"De modo geral o cuidado pessoal com a higiene é que faz a diferença. O suor produzido pelas glândulas apócrinas é que causa mau cheiro, que ocorre quando as bactérias naturalmente presentes na pele entram em contato com as proteínas e gorduras que fazem parte da composição desse suor, provocando um odor desagradável. Por isso, a higienização é tão importante", afirma a dermatologista Paula Cabral, da Clínica Hagla.

Quanto mais usar sapatos fechados, maior a possibilidade de o chulé aparecer. Por isso livre-se de calçados de plástico e couro. Dê preferência aos mais ventilados e antifúngicos. Os calçados podem ser pulverizados para evitar a proliferação dos fungos.

De acordo com a dermatologista Leila Bloch, da Clínica Bloch, o chulé pode aparecer em ambos os sexos, porém os homens têm mais chances de apresentá-lo em virtude do excesso de transpiração e uso de sapatos fechados por mais tempo.

Cuidados básicos e de higiene ajudam a resolver o problema. Porém, em casos mais severos, com ocorrência de hiperidrose plantar, ou seja suor excessivo nos pés, Leila Bloch sugere a aplicação de toxina botulínica, o que diminui do odor desagradável. A seguir veja 10 dicas dadas por dermatologistas para evitar o chulé.

Excesso de peso: emagrecer ajuda a resolver o problema. A obesidade pode intensificar o mau cheiro, já que funciona como isolante térmico, por isso o obeso transpira mais.

Meias: trocar as meias no meio do expediente ajuda. Evite as de náilon. Atualmente, existem modelos com tecidos antibacterianos que ajudam a evitar o chulé. Há no mercado meias sociais de algodão, um pouco mais finas, que amenizam a proliferação de fungos. Há ainda as com tecnologia bacteriostática, que inibe a infestação de bactérias, consequentemente diminuindo o odor desagradável.

Secador: depois do banho, seque bem entre as dobrinhas dos dedos. Como provavelmente a toalha estará um pouco úmida, use um secador para ajudar nesta tarefa.

Cortar as unhas: não se esqueça de deixar as unhas sempre bem aparadas e limpe sempre na parte de baixo delas.

Calçados: evite usar o mesmo sapato duas vezes seguidas e não esqueça de mantê-lo limpo. Calçados de plástico intensificam o chulé, já que o pé sua, mas não respira.

Limpeza: limpe os sapatos com lisofórmio e deixe-os em local arejado e também exposto ao sol por alguns minutos.

Sabonete: após limpeza com sabonete antisséptico, aplique álcool (desde que não haja fissuras ou machucados nos pés) entre os dedos e seque bem.

Pés: o principal hábito é o de lavar os pés com escovinha e pedra pomes para retirar o excesso de pele morta. Depois seque e use talcos antissépticos.

Sprays: uso de pós antissépticos, sprays e talco ajudam a amenizar o problema. Escolha produtos com ação bacteriostática e antiperspirante.

Umidade: evite ficar descalço quando estiver em lugares úmidos e com grande circulação de pessoas, como piscinas, praia, banheiros de academias, clubes e hotéis.

Fontes consultadas: Dermatologistas Daniela Taniguchi; Leila Bloch, da Clínica Bloch; e Paula Cabral, da Clínica Hagla.

As chances de se ter odores desagradáveis nos pés provêm dos hábitos das pessoas
As chances de se ter odores desagradáveis nos pés provêm dos hábitos das pessoas
Foto: Getty Images
Télam

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