Bastou a apresentadora Ana Maria Braga exaltar o resultado de uma bioplastia feita no bumbum para que a técnica de estética entrasse no repertório básico de conversas femininas
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Bastou a apresentadora Ana Maria Braga exaltar o resultado de uma bioplastia feita no bumbum para que a técnica de estética entrasse no repertório básico de conversas femininas. O sucesso é tamanho que a "plástica sem cortes" como a bioplastia é popularmente conhecida chegou até à TV, em quadros de "antes e depois" em programas dominicais.
A bioplastia é um tratamento não-cirúrgico que age diferentemente dos preenchimentos cutâneos, atingindo uma camada mais profunda da pele. É considerada eficiente para correção de algumas imperfeições no corpo e no rosto. E com algumas vantagens: é mais segura, barata (com R$ 2 mil você pode submeter o seu nariz à técnica, por exemplo) e rápida que a cirurgia plástica convencional.
O "segredo" da bioplastia é o polimetilmetacrilato (PMMA), biomaterial derivado do petróleo, que é injetado na pele do paciente por meio de microcânulas, uma espécie de seringa sem ponta. Utilizado em medicina desde 1950, o PMMA é usado também na ortopedia (prótese de quadril), na oftalmologia (em lentes utilizadas dentro do olho), na neurocirurgia (proteção craniana) e em aderentes cirúrgicos. A substância foi descoberta na medicina estética pelo cirurgião plástico brasileiro Almir Moojen Nácul, que adaptou técnica criada pelo norte-americano Robert Ersek no início dos anos 90.
Entre as áreas de atuação da bioplastia, estão a correção do nariz, contorno mandibular, realce das maçãs do rosto, aumento de queixo, bíceps, tríceps, bumbum e até do pênis. Os seios, porém, ainda não podem passar pelo procedimento. "A introdução do material poderia dificultar a descoberta de um câncer de mama", alerta o médico esteticista Leandro Junqueira.
O PMMA, porém, é considerado seguro em outras aplicações. "A flexibilidade do produto é fantástica, e, exatamente por isso, pode ser colocado junto ao osso e ser aderido por ele, pode ser colocado no músculo, para arredondamento e projeção dos glúteos, no tecido gorduroso e na pele, preenchendo rugas e sulcos", diz Junqueira.
No nariz, onde a técnica é mais utilizada, o resultado é satisfatório. "Na correção do nariz é capaz de resolver 70% dos casos, evitando a cirurgia. Há casos que demandariam inúmeras cirurgias e que podem ser resolvidos em uma única sessão, servindo, também, como complemento a cirurgias anteriores", explica o médico Carlos Eduardo Garcez.