A videoendoscopia é bem mais simples que o lifting convencional
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Remover as rugas do rosto e esticar a pele - na medida certa, sem parecer artificial - com incisões mínimas, risco reduzido de infecção e recuperação rápida. Esse é o tipo de promessa que parece fazer parte de um futuro muito distante. Mas, acredite, a cirurgia plástica menos traumática e mais natural já está sendo realizada, graças a videoendoscopia - técnica cirúrgica caracterizada por incisões mínimas e ajuda de uma microcâmera.
Velha conhecida nas intervenções ginecológicas e gástricas, a videoendoscopia já vem sendo combinada à plástica há cerca de dez anos. Mas foi na virada do século, quando seus excelentes resultados no rejuvenescimento passaram a ser divulgados, que um número crescente de cirurgiões começou a incluí-la no arsenal anti-rugas.
A videoendoscopia permite uma reforma suave do rosto, parte onde apresenta melhor resultado, especialmente no terço superior - região que vai da testa às maçãs do rosto - e ao redor dos olhos, levantando as sobrancelhas e acabando com os famosos pés de galinha.
Imagens no monitor
Bem mais simples que o lifting convencional, que exigia um corte no couro cabeludo de orelha a orelha, a técnica da videoendoscopia consiste em incisões de 1,5 centímetro, também no couro cabeludo, por onde é introduzido um aparelho ótico de cerca de 3 milímetros acoplado a uma microcâmera, pela qual as imagens internas são transmitidas a um monitor.
"Outros dois ou três pequenos cortes acomodam os instrumentos cirúrgicos miniaturizados, manipulados pelo médico conforme as imagens, triplicadas de tamanho, são transmitidas no monitor", explica o médico Tomas Nassif, chefe do Serviço de Microcirurgia Reconstrutiva do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.
Após recolocar os músculos e esticar a pele, o cirurgião fixa o rearranjo com pontos internos, cola de fibrina (produzida com substâncias tiradas do sangue humano) ou microparafusos de titânio, que têm de ser removidos mais tarde. Toda a fixação se baseia na membrana óssea, que, mesmo descolada durante a cirurgia, volta a aderir naturalmente ao osso.
Outras partes do corpo
A videoendoscopia também funciona para esticar a pele flácida do pescoço. Nesse caso, as incisões são feitas embaixo do queixo. Os médicos acreditam que a técnica poderá ser usada, em breve, para tornar outras cirurgias menos invasivas.