Cirurgia estética

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Descubra os temores que rondam a cirurgia plástica

Andréa Quitto
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Uma hora você decide que vai finalmente realizar sua tão sonhada plástica, mas na outra desiste dos planos só de pensar nos riscos da cirurgia? Então, seja bem-vinda ao clube das mulheres que morrem de medo do bisturi. Mas será que esses medos têm fundamentos? Fomos averiguar junto aos profissionais da área o que realmente é fato ou boato para que você se tranqüilize, supere essa aflição e consiga realizar a tão sonhada cirurgia estética. Dê só uma olhada.

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Uma coisa é certa: nós mulheres estamos sempre em busca do corpo perfeito. E, quando a dieta e os exercícios não são suficientes, partimos logo para a plástica sem medo. Certo? Errado. Embora as lipoaspirações, os implantes de silicone, as rinoplastias e outras cirurgias sejam realizadas cada vez com mais freqüência e menos riscos, há ainda quem resista a elas. No ranking dos grandes temores, aparecem, de acordo com o cirurgião plástico Wandler de Pádua (RS), a anestesia e a localização da cicatriz.

Mas se você está achando que o medo é fruto de insegurança descabida, pode começar a respirar tranqüila. Afinal, segundo a psicóloga clínica Beatriz Accioly, a tensão diante de uma cirurgia é normal e saudável. "Não sabemos como os cirurgiões operam, não sabemos como é o pós-operatório e se o resultado vai nos agradar. O medo é proporcional a nossa falta de conhecimento sobre o assunto", explica.

Tudo isso sem contar que se trata de um procedimento cirúrgico, o que nos remete, mesmo que inconscientemente, a hospital, anestesia e internação. "O fato da plástica ser um procedimento definitivo também acaba gerando mais insegurança. Diferentemente de um corte de cabelo que ficou ruim e basta esperar o cabelo crescer novamente, uma rinoplastia malfeita, por exemplo, pode ser um problemão", justifica a psicóloga. No entanto, a profissional alerta: "O importante é não deixar que o medo a impeça de procurar um cirurgião se um problema estético lhe incomoda."

A seguir, desvendamos o que é mito ou verdade no que se refere aos temores de quem ainda não criou coragem para operar:

Infecção hospitalar
Segundo a portaria do Ministério da Saúde número 2616, de 1998, todos os hospitais devem possuir uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, e é de responsabilidade do médico a escolha do local a ser realizada a cirurgia, que deverá seguir as normas do controle de infecção.

Além disso, os especialistas afirmam que no pré-operatório é feita a profilaxia, ou seja, a prevenção por meio do uso de antibióticos para evitar os riscos do corpo contrair qualquer quadro infeccioso. Por parte das pacientes, é permitido ainda o direito de conhecer antes da cirurgia o hospital onde será internado para observar como é feito o atendimento, a higiene do lugar e o tratamento que os profissionais dão aos seus pacientes.

Passar mal com a anestesia
Antes, durante e depois do procedimento, a equipe médica deve tomar todas as precauções para garantir o sucesso da anestesia, parte fundamental para que a cirurgia aconteça com tranqüilidade. Segundo o cirurgião plástico Wandler de Pádua, são raras as complicações anestésicas devido ao bom preparo no pré-operatório e ao monitoramento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial feito enquanto a cirurgia é realizada. É este procedimento que auxilia a equipe médica e ajuda consideravelmente a evitar a queda e os picos dos ritmos cardíacos. "Procedimentos cirúrgicos sempre são iniciados apenas após a anestesia estar devidamente aplicada e o paciente monitorado", ressalta o médico.

Embolia pulmonar
Embora rara a ocorrência, a embolia pulmonar afasta pacientes da mesa de cirurgia plástica. A complicação acontece apenas quando um coágulo que está fixo em uma veia se desprende e vai pela circulação até o pulmão, obstruindo a passagem de sangue por uma artéria.

"Para afastar ao máximo os riscos de uma embolia pulmonar e de qualquer complicação durante a plástica, antes de todo ato cirúrgico cabe ao médico solicitar exames pré-operatórios que irão diagnosticar doenças sistêmicas. Se elas existirem, medidas preventivas e de tratamento serão tomadas para eliminá-las antes do dia da operação", tranqüiliza o cirurgião plástico.

Não gostar do resultado
A insatisfação, no geral, ocorre porque se criam falsas expectativas quanto ao resultado da cirurgia. Algumas mulheres chegam ao consultório com o sonho de ficar com o visual igual ao de alguma famosa. Só que isso dificilmente vai ser possível, daí a decepção.

Assim, cabe ao médico não prometer realizar o que não vai conseguir fazer. "O primeiro passo para evitar a insatisfação com os resultados é a consulta médica. Nela, as dúvidas serão sanadas, as ansiedades minimizadas e as falsas expectativas retiradas. Durante a consulta, o médico deverá orientar a paciente sobre as limitações técnicas, entender o que ela deseja e eliminar expectativas infundadas", diz o Wandler de Pádua.

Rejeição à prótese
Aumentar os seios ou bumbum com próteses de silicone está entre os procedimentos mais procurados atualmente, mas e se o organismo rejeitar a prótese? De acordo com o cirurgião Wandler, os índices de rejeição são praticamente desconsideráveis. "Estudos comprovam que, em geral, a rejeição a prótese é inferior a 1%", relata.

Perfuração dos órgãos durante a lipo
A escolha do profissional que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica assegura consideravelmente o sucesso da cirurgia e a redução a zero ao risco de perfuração dos órgãos. "Entre membros da SBPC é zero. A lipoaspiração é feita apenas na camada de gordura e não há risco de perfuração, desde que o profissional domine a técnica - como é o caso de todos os membros da Sociedade, que passam por uma série de avaliações antes de conseguirem o título", enfatiza Wandler de Pádua.

Dicas para superar seu medo:
1. O primeiro passo para dominar o medo de operar é reconhecer que você tem medo.
2. Procure obter o máximo de informação possível. "Saber o que vai acontecer antes, durante e depois da operação, te deixa psicologicamente mais preparada e menos ansiosa", diz a psicóloga Beatriz Accioly.
3. Converse com pessoas que já fizeram cirurgias plásticas (e de preferência o mesmo procedimento que você deseja fazer) e procure esclarecer suas dúvidas.
4. Consulte-se com um cirurgião competente e em quem confie plenamente. Se possível, peça a recomendação de alguém.
5. Uma vez encontrado o cirurgião, tenha em mente que você vai colocar seu corpo e sua vida nas mãos dele. Você só deve operar se sentir que será bem amparada e confiar na competência do profissional.
6. Tenha expectativas realistas quanto o resultado final. Informe-se com o seu médico e procure mais de uma opinião. Converse com os cirurgiões para saber o que esperar e qual o resultado possível.
7. Peça ajuda aos seus amigos e familiares. O apoio deles é muito positivo e contribui a diminuir a ansiedade.

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