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Sábado, 16 de maio de 2009, 13h52 

Aplicação inadequada de Botox pode reduzir a expressão

Patricia Zwipp
Getty Images

Quando bem dosado, o uso do Botox tem resultado positivo
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Há os que amam e os que rejeitam, e vez por outra o Botox volta a fazer parte dos assuntos da mídia. Nas últimas semanas, a toxina botulínica usada para fins estéticos, como amenizar e prevenir as rugas, retornou à cena. Nota publicada pela colunista Fabíola Reipert, do jornal Agora, divulgou que a direção da Record teria sugerido aos apresentadores, homens e mulheres, que diminuíssem o uso da substância. Motivo: evitar a feição inexpressiva que o produto pode causar. O fato, claro, foi terminantemente negado pela assessoria de imprensa da emissora.

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De qualquer forma, não é segredo para ninguém que celebridades adoram atenuar as rugas com Botox. Algumas exageram sim, mas outras não. No rol das que já assumiram o uso, segundo a assessoria da Allergan, empresa que fabrica o produto, estão Luiza Brunet, Maitê Proença, Fátima Bernardes, Marília Gabriela, Courtney Cox (atriz que fazia o seriado Friends); Brooke Shields, Vanessa Williams (do seriado Betty, a Feia), Nicole Kidman e até a ex-miss Brasil 2007 Natália Guimarães.

A toxina é também um dos principais assuntos da vaidosa Melissa (Christiane Torloni), na novela Caminho das Índias, da Rede Globo. É sem dúvida um dos métodos mais difundidos para amenizar as rugas de expressão, uma vez que age de forma a relaxar o músculo da região em que é aplicado. Por isso também é usado para tratamentos de problemas de saúde, como sudorese excessiva e movimentação involuntária de alguns músculos.

Mas, a advertência atribuída à Record tem sua dose de verdade. Caso seja mal empregado ou colocado em excesso pode, sim, conferir aparência artificial ao usuário. "O segredo é aplicar da maneira correta e na quantidade ideal, apenas para atenuar a atividade muscular", afirma o cirurgião plástico Alan Landecker.

Outra maneira de preservar a naturalidade do rosto é apostar nessa opção só se houver necessidade. "Se usar a toxina achando que é um caso de hipercinesia (movimentos exagerados do músculo) e não for, a face pode ficar paralisada. Por isso, o trabalho do cirurgião é fazer o diagnóstico, identificar as causas do problema e corrigi-las da melhor forma", complementa o cirurgião plástico Vitório Maddarena Júnior.

Como o efeito da toxina dura de quatro a seis meses, em caso de erros, é recomendado apostar na acupuntura com eletroestimulação. "Estimula a musculatura e diminui o tempo de duração do Botox", explica Landecker.

Outros procedimentos
Erros na aplicação de preenchimentos para amenizar rugas e repor volumes podem trazes aspectos indesejáveis à expressividade. O resultado é negativo quando o profissional não optar pelo preenchedor adequado e o colocar nas posições e profundidades erradas. Aliás, muita gente ainda acha que o Botox serve para preenchimento de regiões, como os lábios. Para isso, a substância indicada é o ácido hialurônico.

As técnicas antigas de cirurgia plástica também fazem parte da lista de causas de efeitos artificiais. "Os desenvolvimentos técnicos proporcionam resultados mais naturais e com cicatrizes menores", diz Landecker. Maddarena lembra que alguns artistas da velha guarda têm problemas de expressão por conta de intervenções feitas há muitos anos.

Especial para Terra