Cuidados Especiais

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07 de junho de 2012 • 07h01

Cirurgia que levanta, mas não aumenta o seio cresce no País

Mastopexia - técnica que remove a pele flácida e levanta os seios sem aumentá-los - já é a quarta cirurgia plástica mais realizada no Brasil
Foto: Shutterstock / Terra
  • Especial para o Terra
 

Gestação ou consequência gradativa do tempo, a causa da flacidez nas mamas pode ter várias razões. Mas é para consertar esse problema que mulheres entre 30 e 40 anos têm procurado cada vez mais a mastopexia (breast lift) - procedimento cirúrgico que levanta a região do busto sem aumentá-lo, como, até então, acontecia com a colocação das próteses de silicone. O procedimento está na moda e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), já é o quarto mais realizado no Brasil.
 
“A cirurgia não visa aumentar os seios, mas preencher a região, devolvendo forma e consistência ao busto”, explica Ana Paula Polato Guiné, cirurgiã plástica. Ela ainda reposiciona as aréolas e levanta as mamas conjuntamente. Com isso, a vantagem da mastopexia é que somente a pele flácida é removida, preservando o tecido mamário. Considerado um procedimento simples, a cirurgia tem duração média de duras horas, e é indicada a partir dos 15 anos, pois nessa idade o desenvolvimento das mamas já atingiu seu ápice.

Associação ao silicone
Além de levantar os seios, outra indicação é para pacientes que desejam aumentar o volume, mas que possuem grande queda mamária que, com a simples aplicação do silicone, os seios se manteriam flácidos, podendo, inclusive, sofrer queda ainda mais acentuada. “Ao associar a mastopexia e a inclusão de prótese mamária de silicone, pode-se chegar a um resultado estético mais adequado para essa paciente, como mamas projetadas e firmes”, diz a médica.

No caso da associação às próteses de silicone, elas são inseridas acima ou abaixo do músculo peitoral, dependendo da paciente. O tamanho varia de acordo com as medidas do tórax, altura e peso. “Como o objetivo é manter, e não aumentar as medidas, as próteses muito grandes não são indicadas porque geram sobrepeso e podem levar à flacidez das mamas”, completa a médica.

Pré e pós-operatório
Como qualquer outro procedimento cirúrgico, é preciso ficar atento aos detalhes para obter sucesso com a mastopexia. É importante começar analisando cuidadosamente o perfil do cirurgião escolhido. “O melhor é que o profissional seja indicado pelo resultado satisfatório num outro caso”, sugere Marcelo Moreira, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). 

Definido o especialista, é hora de analisar a estrutura do hospital, que deve dispor de unidade de terapia intensiva (UTI).  “Depois, vale ficar atento aos exames. Em geral, o médico pede ultrassonografia mamária para pacientes até 35 anos e mamografia para pacientes acima dessa idade”, lembra Moreira.

Após a cirurgia, a paciente é encaminhada para a observação e deve ficar, no mínimo, três semanas em repouso para evitar problemas que vão desde hematomas até a má cicatrização dos pontos. “No pós-operatório, é fundamental a restrição dos movimentos dos braços para que não haja tração sobre as cicatrizes, evitando abertura de pontos e consequente má cicatrização”, diz Ana Paula. 

FICHA TÉCNICA
Tratamento:
mastopexia
Indicação: combate flacidez nos seios
Benefícios: terapia remove a pele flácida da região e devolve seios rígidos e arredondados à paciente
Preço médio: entre R$ 4.800 a 7 mil

Terra