Cuidados Especiais

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11 de abril de 2012 • 12h51 • atualizado às 17h14

Estria tem cura? Confira as dúvidas mais comuns sobre o tema

As estrias podem ser prevenidas e amenizadas com cremes e tratamentos específicos
Foto: Getty Images
 
Danielle Barg

A cada vez que o corpo se transforma, a pele pede socorro. O rápido crescimento na fase da puberdade, a gravidez ou o famoso "efeito sanfona" são alguns dos fatores que contribuem para que a pele estique e, com o rompimento das fibras elásticas, as estrias começam a tomar forma.

A princípio, nascem com coloração vermelha, mas depois de cicatrizadas ficam brancas e permanentes. A hidratação ainda é a melhor forma de prevenir este tipo de problema, mas o mercado da beleza também oferece muitos procedimentos que prometem suavizar as marcas.

Na fase inicial, quando ainda estão vermelhas, podem até sumir completamente por meio de tratamentos; porém, quando já cicatrizadas, os procedimentos apenas ajudam a suavizar as marcas, com resultados bastante efetivos segundo os especialistas ouvidos.

De acordo com a dermatologista Karla Assed, as mulheres tendem a ter mais estrias no bumbum, barriga, mama e coxa. Já nos homens, a panturrilha, a região lombar, o braço e a axila são os lugares mais comuns.

Existem muitas dúvidas relacionadas às causas da estria. Segundo a profissional, muitas pessoas chegam a pensar que os mesmos motivos que resultam em celulites podem também contribuir para o quadro. "Não tem nenhum fundamento pois as causas do aparecimento destas patologias são distintas", observa.

Além de Karla, o Terra também conversou com a fisioterapeuta dermato-funcional Marcela Rodrigues, reunindo os principais mitos e dúvidas que cercam o problema. Confira.

Roupas apertadas
De acordo com Marcela, as roupas apertadas contribuem sim para o desenvolvimento de estrias. "Além de sensibilizar a pele, aumentam as chances de estrias e favorecem o aparecimento de celulites, ocasionadas pela má circulação local", confirma.

Banho: água quente e bucha
O banho quente também é muito associado ao problema de estrias, e, de acordo com Marcela, resseca e desvitaliza a pele. "Fragilizada, fica mais sujeita a apresentar estrias do que uma pele hidratada e bem nutrida", informa.

Usar a bucha para esfregar a pele também seria um motivo para agredir a pele que, conforme explica a profissional, se for submetida à tensão pode ter as fibras elásticas rompidas.

Silicone
Se a o "estica-e-puxa" da pele propicia o ambiente perfeito para o nascimento das estrias, grandes doses de silicone também podem ter influência. A fisioterapeuta Marcela explica que as próteses de tamanho exagerado geralmente trazem estrias. "A prótese estica muito a pele", ressalta.

Para prevenir o problema, é importante intensificar a hidratação. Esfoliação corporal com produtos específicos, para promover a renovação celular, também ajuda. Além disso, Marcela indica: "escolher um tamanho indicado para seu biotipo, sempre seguindo a orientação do seu cirurgião".

Músculos turbinados
Problema parecido acontece com pessoas que ganham massa muscular de uma hora para outra após começarem com treino de musculação. "As estrias são queixa frequente entre homens e mulheres nas academias, e acontecem com o rompimento das fibras elásticas", observa a fisioterapeuta Marcela.

De acordo com Karla, nestes casos podem aparecer estrias em lugares incomuns. "A estria pode aparecer em lugares como braços e costas. Em pessoas que fazem uso dos corticóides orais por um tempo prolongado, podem surgir nos lugares onde foram aplicados, como interno de coxa, barriga, ou em qualquer parte do corpo", explica.

De mãe para filha
De acordo com Marcela, filhos de pais que apresentam o problema podem ter suas chances aumentadas. A crença de que as mulheres tendem a ter mais estrias do que os homens também não é mito: é realidade. Neste caso, alterações hormonais, pós-parto e "efeito sanfona", muito comum entre a ala feminina, são fatores determinantes segundo a fisioterapeuta Marcela.

A influência da alimentação
De acordo com as especialistas ouvidas, não há relação direta de algum tipo de alimento com o surgimento de estrias. No entanto, como estão associadas, na maioria dos casos, ao ganho de peso rápido, o consumo de alimentos muitos calóricos e gordurosos acabam sendo associados aos grandes inimigos da beleza - os quilos a mais, as celulites e as estrias.

Estrias claras x estrias escuras
De acordo com a dermatologista Karla, as estrias recentes ou seja, as vermelhas, geralmente conseguem ser tratadas utilizando lasers de diversos tipos, peelings e cremes contendo ácidos. "Nesta etapa é possível eliminá-las completamente", explica.

No entanto, a partir do momento que cicatrizam e ficam brancas, é mais difícil removê-las completamente. "Mas é possível melhorar os aspecto, a textura e a cor, tornando-as mais superficiais e finas.

Prevenção e tratamentos
Para prevenir o problema, as especialistas indicam produtos à base de semente de uva, óleo de amendoas doce e elastina; além de alimentos ricos em vitinas A, C e E, que, segundo Marcela, ajudam na formação do colágeno.

Entre o rol de tratamentos oferecidos com este fim, Karla cita os tratamentos com ácidos; a subcisão (técnica que consiste na introdução de uma agulha grossa, ao longo e por baixo da estria); a dermoabrasão (lixamento das estrias, com reação semelhante a dos peelings); e a intradermoterapia (injeção de substâncias que estimulam a formação de colágeno).

Segundo a profissional, os procedimentos mais comuns, seguros e eficazes são os peelings e lasers. Os resultados dependem do tipo da estria e da resposta do organismo do paciente, mas, de um modo geral, já podem ser vistos de 2 a 3 meses após inicio do tratamento. "A aplicação do laser provoca o fechamento dos pequenos vasos nas estrias avermelhadas e promove a formação de novo colágeno, de forma mais acelerada, com diminuição do tamanho das estrias recentes ou antigas", pontua.

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