Para Sua Pele

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29 de maio de 2012 • 07h01 • atualizado às 09h20

Ureia tem vantagens e desvantagens para todos os tipos de pele

A ureia é um dos ativos mais utilizados nas formulações de cosméticos destinados à beleza da pele seca, mista e oleosa
Foto: Shutterstock / Terra
  • Especial para o Terra
 

Com poderosa ação hidratante e baixo custo, a ureia é um dos ativos mais utilizados nas formulações de cosméticos destinados à saúde da pele. O composto orgânico - encontrado principalmente na urina e no suor - é capaz de transportar a água presente no interior dos vasos sanguíneos para as células da pele, promovendo uma maior hidratação do tecido e um efeito esfoliante que diminui a espessura da pele.

Por conta dos poderes eficazes, nem todo mundo pode se render aos cosméticos que têm ureia na composição. Devido ao alto teor irritativo, a substância pode causar reações adversas em peles sensíveis, como edemas, coceira e hipersensibilidade local, além de oferecer riscos à saúde e ao desenvolvimento de fetos, quando utilizada por gestantes. 

Veja a seguir, os efeitos da ureia em diferentes tipos de pele.

Combate à pele seca
Como possui uma propriedade hidratante grande, a ureia vem sendo utilizada há bastante tempo no combate à pele seca, pois suas características mantêm a cútis hidratada por mais tempo. “Ao hidratar, a ureia também estimula a produção de colágeno, evita as fissuras decorrentes do ressecamento e melhora a aparência da pele”, explica Adriano Almeida, dermatologista do IPTC (Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele) e professor do curso de pós-graduação em dermatologia da Fundação Pele Saudável.

Mas é preciso ficar atento. Para obter os resultados esperados na pele seca, é importante considerar que a quantidade de ureia presente nos produtos deve estar entre 3% e 10%.

Controle da oleosidade na pele mista
Normalmente, a pele mista apresenta poros dilatados no nariz, na testa e no queixo (zona T), o que faz com que a oleosidade fique mais intensa nesta área. Por isso, na hora de usar a ureia é preciso ficar atento à sua concentração. “Em peles mistas, a substância pode aumentar a oleosidade e facilitar o surgimento de acne na região. Por isso, a recomendação é optar por produtos com concentrações menores da substância”, diz Solange Pistori Teixeira, dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (SBME). 

Enfoliação da pele oleosa
A ureia só deve ser aplicada na pele oleosa em concentrações acima de 20%. “Quando usada em grandes concentrações, essa substância perde a sua função hidratante e passa a quebrar as células da pele, fazendo uma espécie de esfoliação que melhora a textura da cútis e favorece a remoção da oleosidade excessiva”, explica Adriano.

No entanto, uma regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não permite que a concentração de ureia ultrapasse os 10% nas formulações dos cosméticos. “As concentrações maiores de ureia só são feitas em produtos manipulados e aplicadas somente em casos selecionados com a prescrição de um dermatologista”, explica Thais Tucunduva Badiz, dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Onde encontrar?
A ureia pode ser encontrada em formas de cremes, loções e geis. Alguns produtos têm o composto como principal ativo e outros possuem formulações combinadas com óleo de abacate e manteiga de karité. Uma das marcas que apostam no poder da substância é a La Roche-Posay. A empresa conta com o creme hidratante Iso-Urea, indicado para pele seca por reforçar a barreira cutânea. O produto de 125 ml custa, em média, R$ 39,90.

Modo de usar
Os cremes à base de ureia devem ser aplicados no corpo à noite, logo após o banho e, se necessário, reaplicados pela manhã. No entanto, antes de usá-los é importante lembrar que nem todos eles são indicados para o rosto, pois a pele dessa região é bem mais sensível e pode sofrer reações. “As vantagens e desvantagens da ureia estão diretamente relacionadas à sua concentração e ao tipo de pele de quem vai utilizá-la. Por isso, é fundamental consultar sempre um especialista”, conclui Solange.

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