Pele

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28 de fevereiro de 2012 • 12h00

Veneno de abelha combate rugas; veja famosas adeptas

Principal adepta dos cremes à base de veneno de abelha, Kate Middleton desfila uma pele livre de qualquer marca de expressão
Foto: Shutterstock / Terra
 

Apesar de parecer estranho, o uso de veneno de abelha no rosto tem sido algo bem comum entre as celebridades internacionais para se livrar de uma vez por todas das insistentes rugas e marcas de expressão.



A nova mania nada mais é do que um creme à base de melitina - aminoácido presente na toxina do inseto -, que "engana" a pele, transmitindo a sensação de uma picada de abelha e desencadeando uma reação ao veneno, que é capaz de aumentar o fluxo sanguíneo, assim como a produção de colágeno (substância que fortalece os tecidos do corpo) e de elastina (proteína que confere flexibilidade), eliminando as células mortas e reduzindo as rugas.



A onda começou no fim do ano passado, quando Kate Middleton e Camilla Parker Bowles, ambas da Família Real inglesa, revelaram que eram usuárias de produtos faciais feitos com a substância. Desde então, as atrizes Michele Pfeiffer, Gwyneth Paltrow e Emilia Fox e as cantoras Victoria Beckham, Kylie e Dannii Minogue também se declararam fãs do composto.



Todas estão usando os cosméticos feitos pela esteticista Deborah Mitchell, a favorita de Camilla. Ela vende a máscara Bee Venom, que contém cerca de 1% de veneno de abelha das colmeias orgânicas de Nova Zelândia. O tratamento completo feito pela esteticista custa 165 libras (cerca de R$ 467), mas o pote de creme com 50 ml pode ser adquirido pelo site da profissional por cerca de R$ 154.



A versão brasileira do creme

No Brasil, a substância extraída do veneno de abelha tem sido estudada no interior de São Paulo. Depois de mais de 20 anos de pesquisas, a Protta Cosméticos Ativos lança no mercado um creme hidratante que, além de ter a toxina da abelha em sua composição, conta também com própolis e óleo de buriti. O produto, semelhante ao creme utilizado por Kate Middleton, atua tanto na redução de rugas quanto no combate às dores reumáticas, sendo entregue pelos Correios, em potes de 30 gramas pelo valor de R$ 45.



"O creme age na diminuição das rugas e, para isso, deve ser aplicado sobre o rosto uma vez ao dia, evitando o contato com os olhos e deixando-o agir até a próxima aplicação", indica Ciro Protta, técnico agrícola, apicultor, pesquisador e fundador da Protta Cosméticos Ativos.



Mito ou verdade?

Apesar do sucesso estrondoso fora do País, os cremes feitos com o veneno de abelha não agradaram os especialistas daqui. Para Valcinir Bedin, médico dermatologista formado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre e doutor em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), não é a falta de circulação sanguínea nem o seu estímulo que faz o corpo produzir mais colágeno e, consequentemente, eliminar as rugas do rosto.



"Essa substância provoca, na verdade, um inchaço, causado pelo aumento da circulação sanguínea no local. Só que isso é temporário e passageiro. Algumas horas depois do efeito do medicamento, tudo volta ao normal. Para fazer a ruga desaparecer, seria necessário criar um novo colágeno no local ou paralisar o músculo que a forma", diz.



Agência Hélice,
Especial para o Terra
Terra